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Comércio da mandioca movimenta mais de Usd 4 milhões/ano Print E-mail

O docente universitário e especialista em mandioca Armando Valente, disse, sexta-feira, nesta cidade, que estudos científicos dão conta que o comércio da mandioca e de seus derivados no mundo, movimenta anualmente mais de quatro milhões de dólares norte-americanos, o que vem demonstrar a sua importância, apesar da cifra não ser a ainda a mais desejada.

 O académico passou essa informação, durante a dissertação do  tema “Importância da mandioca na agro-indústria do mundo”, no quadro do primeiro salão da mandioca, inserido na I edição da Feira Internacional de Malanje (Expo-Malanje), que decorre desde quinta-feira (2), em Malanje.

Acrescentou que, o  rendimento dos mais de quatro milhões de dólares decorrente da comercialização da mandioca e derivados, é ínfimo em relação ao seu real valor, visto que a população mundial que consome mandioca é vasta.

Países  da África, América Latina e Ásia, são os  que  mais fazem o  consumo  deste  tubérculo com uma utilidade industrial superior ao do arroz e do milho, de acordo com  Armando  Valente.

Essa realidade, prosseguiu, é válida igualmente para a província de Malanje, por ser a segunda maior região de Angola produtora e consumidora de mandioca, depois do Uíge.

Explicou que devido à importância mundial da mandioca, desde os tempos remotos, a Rock Seller Fundation, uma organização norte americana, prevendo na década de 60 que o mundo entraria em crise alimentar, criou nos três continentes, centros de investigação da mandioca para estudar as variedades e quantidades de produção a fim de potenciar a alimentação da população com esse tubérculo.

Por outro lado, o docente realçou a importância da mandioca noutras vertentes para o mundo, por ser um alimento nutritivo e de vários derivados, tendo destacado o aumento da sua produção anual cada vez mais, sobretudo na África e no continente americano.

Disse que a apesar do seu potencial nutritivo e não só, em África, sobretudo em Angola, o rendimento é muito baixo por falta de investimentos e putrefacção que o produto atinge, porquanto a exploração é feita tardiamente e o consumo é limitado.

“Esse é um problema que só a ciência pode resolver, porque sem ciência robusta e funcional sobre a mandioca, o rendimento vai continuar a baixar e com isso perde-se muito dinheiro”, alertou,

Até então,  nas províncias de Malanje, Uíge e Cuanza Norte, o principal negócio dos camponeses era a venda dos derivados da mandioca, o que veio a baixar nos últimos tempos,  por falta de investimentos.

Lembrou que, o  facto de Malanje  ser uma zona de extensão de produção e consumo de mandioca, raras vezes a população da província tem problemas de desnutrição ou problemas de segurança alimentar, pelo  facto da  mandioca constitui um alimento típico que alimenta a população.

Devido à  sua especificidade e adaptação a qualquer clima e época, a sua transformação resulta em bombo, farinha e outros derivados.

“Esta versatilidade da mandioca faz com que os povos dessa região, do ponto de vista de segurança alimentar, seja menos exposto a riscos de saúde em relação a aqueles que vivem do milho e massango que têm poucos derivados para o consumo humano”, frisou.

Por outro lado, lamentou o facto de Angola ser um dos maiores produtores de mandioca do mundo, mas por falta de valorização, investimento e promoção, o país não consta da lista das regiões como grande consumidor, ao contrário sobretudo do Brasil e outras áreas que transformam o produto.

O primeiro salão da mandioca foi marcado ainda com a dissertação de temas como a “Melhoria genética da mandioca” e “Técnicas de produção da mandioca", para elucidar os participantes sobre os benefícios e as formas de produção, tratamento do campo de cultivo, entre outras técnicas relacionadas com a produção da referida raiz.

As palestras foram assistidas por membros do governo, expositores, entre outras individualidades.

O evento conta com a participação de cerca de 150 empresas nacionais dos sectores da agricultura, banca, seguradora, comércio, indústria e turismo, para além de representantes de Portugal, Brasil, África do Sul e China,  numa promoção governo de Malanje em parceria com a Eventos Arena.

A decorrer até ao dia 5 deste mês, a Expo-Malanje visa apresentar as potencialidades da província, sobretudo no domínio da mandioca e atrair investimentos para a província,  no quadro do desenvolvimento económico.

 

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