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Investigadores com acesso aos fundos sobre biodiversidade Print E-mail

 Investigadores angolanos podem ter acesso, a partir de 2020, aos fundos disponíveis para investigação sobre a biodiversidade caso Angola adira, ainda este ano, à Plataforma inter-governamental para política e ciência sobre biodiversidade e serviço de ecossistemas-IPBES (sigla em inglês).

 Segundo uma nota de imprensa do Ministério do Ambiente, enviada hoje à Angop, ainda na qualidade  de observador, Angola  prevê  remeter à solicitação  de  adesão à plataforma  antes  do  fim de 2019, para  que, em  2020,   o País  faça parte da oitava  sessão deste organismo, como membro.

Na sétima sessão do IPBES que reuniu, em Paris, França, mais de 800 participantes provenientes de 130 países,  Angola  se fez  representar  por uma delegação  chefiada pelo secretário de Estado do Ambiente,   Joaquim Manuel.

Durante o encontro,  que  decorreu de 29 de Abril a 04 de Maio do ano em curso, os participantes avaliaram  a biodiversidade  mundial  e seu serviço  ecossistêmico, além de analisarem  e aprovarem  o novo programa  para os próximos  dez  anos,   2020/2030 e o de  financiamento  para as  suas  actividades.

O secretário de  Estado do Ambiente de  Angola  afirmou que  a vantagem de adesão à está plataforma é a possibilidade  do país intervier na tomada de decisão,  para que investigadores angolanos tenham acesso aos fundos de investigação sobre a biodiversidade e Angola ser legível de receber um ou vários estudos científicos numa perspectiva de investigação global.

A delegação angolana aproveitou a sua estadia em Paris,  França para junto da Direcção do Património Mundial da Unesco informar-se dos processos de  inscrição dos vários ecossistemas naturais e seus compostos como património natural em especial a palanca negra gigante localizada nas províncias  de Malanje e Bié  e a welwitschia mirabilis,   no Namibe.

A Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, conhecida como IPBES (em inglês, International Platform on Biodiversity and Ecosystem Services), foi criada em Abril de 2012,   com o objectivo de informar os governos sobre o estado da biodiversidade, ecossistemas e serviços prestados, reforçando a interface ciência/política.

A plataforma também disponibiliza informações para o aprimoramento de políticas e de estratégias sectoriais a favor da conservação e uso sustentável da natureza, do bem-estar humano e do desenvolvimento sustentável.

Estabelecida na cidade do Panamá, em 21 de Abril de 2012, por 94 governos, o IPBES é colocado sob os auspícios de quatro entidades das Nações Unidas nomeadamente, UNEP, UNESCO, FAO e PNUD e é administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Todos os países membros das Nações Unidas podem aderir à plataforma e os seus membros estão empenhados em construir o IPBES como organismo intergovernamental de referência para avaliar o estado da biodiversidade do planeta, os seus ecossistemas e os serviços essenciais que prestam à sociedade.

Mil cientistas de todo o mundo, actualmente, contribuem para o trabalho do IPBES de forma voluntária.

 

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